quinta-feira, 19 de março de 2009

do pó ao pó

é só o pó
que volta ao pó
estava só
que dava dó

eu segurava pelo corrimão eu olhava atonito pro chão
eis a questão
e vi tudo girar no arco-íris da saponificação

eu tava lá
quase não dá
pra desmaiar
ratificar

atravassava pela contra-mão eu costurava vendo ton sur ton
dia dos bons
e vi tudo descer no no giro surdo do carrossel de sons

eu fui morrer
nem deu pra ver
nem pra dizer
"vai se foder"

O barulho foi que nem canhão e me vestiram com um terno marrom 
juntei as mãos
e vi tudo enegrecer no pregoar do meu caixão.

5 comentários:

Chrystal Méndez disse...

cheiremos o pó.

Natália Hissë disse...

adorei o poster,adorei o teu blog.

NaNa Caê disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
leandrojaines disse...

eu segurava pelo corrimão eu olhava atonito pro chão.
nos seguramos e achamos que estamos seguros,não tira o pé do chão, mas tambem não voa. Vive a vida olhando para o chão e não encherga oque está na frente e quando vemos batemos de frente..

Super Escritor disse...

Ótimo.